O inverno e suas particularidades.
Inverno, dia normal como qualquer outro.No entanto diferencia-se na sua beleza, sim porque Inverno não é só sinal de tristeza.
Quem não gosta de um dia junto à lareira?
Um dia junto à janela a ver a chuva a cair lá fora e a molhar tudo o que a nossa visão nessa altura alcança. A refrescar a maldade que alguns fazem na natureza…Quem não gosta de pensar na sua vida num dia de Inverno? Quem não gosta de usar roupa quentinha naqueles dias de muito frio? E apreciar as inúmeras coisas quentes que nessa altura existem?
Para mim Inverno não significa época triste, muito menos uma altura em que se anda de cabeça baixa por causa do tempo. Para mim significa uma altura em que se pode apreciar a natureza de uma forma refrescante e onde podemos pensar na vida…Sem que nada nos atrapalhe, pois à nossa volta existe um ambiente e sentimento de ajuda e sossego, que nos permite concentrar e concluir melhor sobre o nosso pensamento.
É uma altura de compaixão, onde as pessoas se juntam mais e se falam de uma forma mais carinhosa e sem pressas, onde há festas que “provocam” essa união e como tal deve-se agradecer a existência desta altura. Nem só de diversão e calor se vive, é necessário também um espaço de tempo para recuperar energia e força para se poder viver em grande e na máxima força a altura quente. Como tal a época de Inverno é vital para equilibrar uma pessoa.
Eu adoro a época quente, mas também gosto da época em que o oposto se evidencia. Gosto de apreciar a natureza nesta altura, de pensar, reflectir, apreciar momentos que na época quente não o posso fazer. O problema de se ficar molhado com a chuva é o mesmo problema de se apanhar um escaldão no Verão, são consequências da época e como tal devemos nos prevenir para tal…
Viva também o Inverno!
Festival de Inverno de Campos do Jordão, a música erudita mais perto de você e também do céu.
O INVERNO E A POESIA
O tempo está frio e por vezes cinzento, é o Inverno. Por esta altura a natureza muda de figura.
Das quatro estações, talvez o Inverno seja a mais cantada e falada em versos e prosas... Há algo de romântico solto no ar... Não é por um acaso que se comemora o Dia dos Namorados no mês de junho...
Com dias mais curtos, noites mais longas, o inverno por ser a estação mais fria do ano, faz com que nesse período a natureza revista-se de um novo cenário. Um cenário próprio para a semeadura.
E ali, procuraremos, como semeadores das palavras que somos, escolher os melhores grãos para serem cultivados por almas, por corações sedentos por uma palavra de conforto, de amor.
É a época de pensar em nossos objetivos para o novo ciclo a ser apresentado, conforme a experiência adquirida.
Um cenário completamente mágico, como um convite para sonhar, para vivenciar o amor em toda sua plenitude.
Com luzes nos mais variados tons produzidas pelo Sol, em nuances especiais, ele é criado para estimular aos poetas a escrever poesias belíssimas para seus leitores.
Realmente há um quê de encanto e magia com a chegada do frio...
E em todo inverno acontece sempre a mesma coisa...
Principalmente quando ele resolve aparecer de verdade.
Quando a onda de frio chega, afugenta as pessoas das ruas e o gostoso é poder curtir a casa, o sofá, a cama..., com ou sem companhia.
Programas noturnos como idas a bares ou restaurantes, só se forem muito importantes ou compromissos pra lá de assumidos.
Cinema, teatro torna-se mais interessante e aconchegante, mas apenas se a companhia e o tema forem muito mais...
O céu fica mais lindo, mais azul.
Porém existe uma neblina fria pela manhã, antes do sol sair, que para muitos poetas significa o mistério.
Seus crepúsculos róseos se tornam um convite para construção de rimas, versos livres, liberando emoções.
Ficar quietinhos, bem juntinhos, se possível próximo a uma lareira, é tudo que um casal apaixonado quer...
As cidades nas montanhas, nas serras se preparam durante todo ano para a recepção dos casais enamorados.
No inverno, apagamos as luzes, usamos candelabros e namoramos mais... Tudo se torna um convite ao amor...
Os pássaros e os insetos estão quietos e as árvores, despem-se de suas folhas que desde o outono principiaram amarelecer e a cair.
O silêncio é um convite à reflexão, na descoberta do por que da vida.
No inverno, Deus cobre a Terra de neve (em alguns Países) para proteger e descansar o seu interior. E ela dá um toque especial, convidando a todos os poetas a uma viagem etérea.
Tudo que existe, foi criado e protegido por Deus, para a felicidade da criatura humana.
Quando o inverno chega, é como se o mundo vegetal refletisse a imagem da purificação, mediante a qual Deus remove as imperfeições da vida de seus filhos.
É o momento para avaliarmos os objetivos existentes e atingidos ou não.
De tudo que se foi proposto, certamente haverá metas que não foram alcançadas.
Na verdade não devemos encarar como um fracasso, pois sempre se aprende com a experiência.
Sabemos sim que este é o momento de se investigar quais são as causas que tem nos impedido de alcançarmos o êxito.
E uma vez descobertos os obstáculos que nos impedem, devemos elaborar um plano para superá-los e avançar, desta maneira, até um êxito final.
Quando os raios do sol diminuem sua intensidade ao cair da tarde é o momento de nos prepararmos para mais um dia.
É o momento de se ter fé e esperança de que tudo irá melhorar se tivermos uma atitude interior correta, se amarmos e sermos solidários.
E é ai que a poesia entra com sua força total. Como ânimo, como acalanto, como um tônico revigorante nos proporcionando a força, o estopim necessário para reacender os sentimentos adormecidos que se encontram dentro de nós.
COTURNOS- hit do inverno 2010
Olhe bem para eles: não são botas normais. São botas com atitude. Usar um coturno não é a mesma coisa que usar um inocente par de botas pretas, nem que os saltos sejam igualmente baixos e que o cano fique na mesma altura da perna.
Como diz Gloria Kalil, “coturnos têm personalidade própria: são jovens, desafiadores e têm um gostinho de rebeldia, mesmo hoje, vinte anos depois de terem sido usados pela primeira vez na moda dentro do cenário grunge dos anos 1990”.
Na onda do militarismo, os coturnos estão de volta neste inverno: as passarelas nacionais, assim como os previews das coleções calçadistas e as lojas populares apresentaram opções de modelos - desde o tradicional aos mais moderninhos coloridos e com tachas.
Os mais jovens e descolados podem optar por roupas estilo rock, punk e grunge - que combinam perfeitamente com o look preto e pesado do calçado – ou então, podem usar o coturno para quebrar o romantismo de vestidos florais e fluidos.
Para quem não quer fazer um depoimento de grandes contrastes, mas quer assim mesmo dar um toquezinho mais pessoal ao resto da roupa, o melhor é usá-lo com meia-calça preta ou com calça ajustada na canela. Fica mais comportado.
O INVERNO E A PRIMAVERA
Maria Hilda de J. Alão.
O senhor Inverno estava feliz. Dias gelados, muita neve, chuva e muito vento. Ele, lá do alto, olhava para a Terra e admirava as pessoas vestidas com grossos casacos, tremendo de frio, andando apressadas para chegarem as suas casas e se aquecerem ao calor do fogo.
Os bichos não saiam de suas tocas. Dava, até, para ouvir o ronco do urso no seu longo sono de inverno. As árvores, sem a roupagem de folhas, pareciam esqueletos balançando ao vento. O céu era cinzento, o azul estava escondido pelas grossas nuvens. O sol batalhava para aparecer, mesmo que fosse por uma brechinha entre as pesadas nuvens.
O senhor Inverno passeava pela Terra fiscalizando o seu trabalho. Não tendo moradia certa, ele passa um tempo num continente e outro tempo em outro. É assim que ele vive.
Um dia, depois de gelar tudo, ele foi descansar. Adormeceu. Quando acordou e olhou para baixo não acreditou no que via. O sol estava no meio do céu azul sorrindo e aquecendo tudo, as flores coloridas e viçosas estavam por todo lado. As árvores vestiam roupa nova de folhas tenras de um verde-dourado. Os animais viviam seus romances de amor para perpetuar a espécie. Os humanos substituíram as grossas roupas por outras mais leves.
As crianças, nos parques, escolas e quintais, brincavam e cantavam modinhas infantis batendo os pés e palmas para ritmar.
- Oh! Quem ousou fazer semelhante estrago! – vociferou, lançando uma rajada de vento gelado, o senhor Inverno.
E procurou com seus olhos de gelo. Encontrou. Era a deusa Primavera. Ele queria reclamar, advertir, dizer a ela que não podia ir chegando e invadindo o seu espaço sem pedir licença. Quando ia abrir a sua bocarra gelada, a jovial Primavera desfez o nó de um lenço que tinha no seu regaço, e dele saíram milhões de borboletas coloridas. A moça Primavera, no seu vestido branco vaporoso, cantava e dançava a sinfonia da vida. O senhor Inverno ficou apaixonado.
A Primavera, percebendo o sentimento do Inverno, disse a ele que era impossível, embora ela se sentisse atraída por ele: “Eu sou só alegria, calor e vida, você é só frio e tristeza” – disse ela.
O Inverno nada disse, sabia que ela tinha razão. Agradecida pelo amor do senhor Inverno, ela lhe deu uma semente com a recomendação: “plante no gelo esta semente e quando nascer a flor branquinha saberá que estou pensando em você”. E lá se foi o senhor Inverno para um outro continente deixando a sua amada reinando absoluta.
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